Perigos do celular: um novo vício infantil

Seja para consultar informações, conversar com amigos e familiares ou apenas se entreter, a internet e os celulares, que já não saem das mãos dos adultos, já são comuns na rotina dos mais novos. Há quem diga que, hoje, o celular é extensão do corpo. Por esse motivo, especialistas alertam os riscos que o uso excessivo dessas ferramentas e tecnologias podem trazer às crianças.

Na dependência patológica, o uso excessivo do celular está ligado a um transtorno de ansiedade, como pânico ou fobia social, que é conhecido justamente como nomofobia e tem como principais sintomas a angústia, a sensação de desconforto quando se está sem o telefone e mudanças comportamentais, como isolamento e falta de interesse em outras atividades.

Quando isso chega aos mais novos, quando a tecnologia se torna uma espécie de babá eletrônica, os pais dificilmente conseguem medir as consequências. Tem se tornado comum ver, em festas infantis, crianças isoladas com o celular do pai na mão em vez de brincar com os colegas. Esse comportamento interfere no desenvolvimento emocional e pode colaborar para desencadear transtornos na fase adulta, com danos similares aos efeitos de drogas, que causam o desgaste dos neurônios. Isso, novamente, sem falar no sedentarismo, na obesidade e problemas psiquiátricos. O ponto sobre o qual devemos focar é o seguinte: a dependência do celular tem se tornado semelhante à dependência química e os pais que dão celulares aos filhos precocemente e permitem a eles longas jornadas digitais têm errado feio.

Para ter uma noção, a Academia Americana de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam 2 horas no máximo com atividades em tela e só depois dos 2 anos de idade, uma vez que a exposição das crianças durante longos períodos pode gerar ansiedade e cansaço físico, transtornos sociais, crises de frustração e incapacidade de sociabilizar.

Como os mais velhos são o espelho dos pequenos, o alerta vale para os pais também: o excesso de tempo que os adultos passam em seus celulares ou tablets pode ter algum impacto negativo no comportamento das crianças.

Segundo o estudo, que levou em conta questionários respondidos por pais e mães de 170 famílias, o uso abusivo de equipamentos atrapalha momentos em família, como refeições, conversas e brincadeiras, e pode contribuir negativamente no comportamento das crianças, com birras, manhas e hiperatividade. Por isso, planeje atividades “desconectadas” com a criançada. Determine períodos em que os celulares ficarão desligados e longe do alcance dos seus filhos.

Se o seu filho tem até 10 anos, incentive brincadeiras lúdicas como pega-pega, esconde-esconde, bambolês, amarelinha e passeios no parque. É importante jogar futebol, vôlei, andar de bicicleta, patins, skate. É igualmente saudável sujar as mãos e as roupas de terra, brincar na gangorra, no balanço, ter contato com outras crianças. Acima dessa idade, entre as inúmeras opções, estão os esportes coletivos, como futebol, vôlei e basquete, que auxiliam no desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social.

 

Fontes:

https://glo.bo/2xRB7zH

https://ind.pn/2G6WD3p

https://abr.ai/2Jvpp4k

https://bit.ly/2KqVj2p

https://bit.ly/2lQD2wE

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