O Preparo dos pais é determinante na evolução do autista.

Dentre todas as descobertas contemporâneas acerca do Transtorno do Espectro Autista, uma das mais importantes ainda diz respeito ao convívio familiar”.

De acordo com o neuropediatra Carlos Gadia – um dos profissionais mais respeitados internacionalmente que atende crianças com autismo – “a dedicação e, principalmente, o preparo dos pais é o fator determinante na evolução social e comportamental de uma pessoa com autismo.

Essa foi uma das falas do Dr. Gadia, durante a mesa “Dados Contemporâneos sobre o TEA”, no Seminário Internacional Self –  mediada pela psicóloga Maria Helena Jansen de Mello Keinert, da qual participaram também o neuropediatra Sérgio Antônio Antoniuk e o médico geneticista Salmo Raskin.

Segundo ele, grande parte dos programas de tratamento para crianças com autismo incluem várias terapias que são determinantes para o exercício de habilidades como: a comunicação verbal, por exemplo. No entanto, dificuldades financeiras; a pouca disponibilidade de tempo dos pais; a agenda apertada dos profissionais capacitados e uma série de outros fatores continuam impossibilitando a dedicação no volume recomendado.

Uma das perguntas que eu escuto com frequência no dia a dia de clínica é a seguinte: “eu só consigo levar meu filho para terapia uma hora por semana, isso é suficiente?“. A resposta, segundo ele, é bastante simples: “para uma criança com autismo, uma hora por semana de terapia é o mesmo que nenhuma terapia. Não existe método algum de abordagem para o TEA que dê resultado neste tempo. Se você tem apenas uma hora por semana para dedicar à terapia do seu filho com autismo, use esse tempo para treinar os pais”.

O motivo para essa afirmação do especialista é que, com capacitação, os pais podem se tornar multiplicadores de conhecimento e realizar processos terapêuticos com os filhos, compartilhando as informações com outros pais e levando-a para toda a comunidade.

As vantagens dessa rede que se constrói dessa forma vão muito além da evolução daquela criança em específico. “Treinar pais tem um impacto que é renovador nos pais. Os pais deixam de se verem como incapazes, impotentes, e passam a se ver como um fator preponderante que vai mudar a vida dos filhos complementa

Para Dr. Gadia, uma das soluções para capacitação de pais em larga escala seria o treinamento remoto. Essa é uma das necessidades mais imediatas para a evolução da forma como o autismo é abordado no Brasil, dado o tamanho do país e a dificuldade de chegar a regiões mais distantes.

O “Super Spectro” realizou uma entrevista com o neuropediatra Dr. Carlos Gadia, para falar justamente sobre os próximos passos na pesquisa e horizontes do autismo no país. Confira , o vídeo no Link:  https://bit.ly/2z9qeLg

Fonte:

https://bit.ly/2u8fwif

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