Autismo na fase adulta

O mundo vem aprendendo bastante sobre o transtorno do espectro autista(TEA). Praticamente todos os aspectos do autismo têm sido abordados na última década em diversas mídias. Desde as prováveis causas até a inclusão educacional e social das crianças autistas, o autismo é um assunto que está em evidência. No entanto, o aspecto menos abordado é a fase posterior à infância e adolescência do autista: a vida adulta.

Enquanto pequenos, os pais não medem esforços para atenderem às necessidades de seus filhos com tratamentos, terapias, medicações, escola inclusiva e dedicação integral. Já o governo também oferecem direitos aos autistas. A criança autista consegue obter seus direitos através das leis vigentes, criadas para sua proteção. Porém, ao completar a maioridade, essas “crianças” tornam-se cada vez mais invisíveis.

A idade aumenta e os desafios também. Enquanto as pessoas com graus mais leves de autismo encontram dificuldade em terminar um curso superior, trabalhar, ou até em manter uma rotina diária, ou um relacionamento amoroso, os autistas mais severos praticamente não saem de casa. Às vezes desesperados, pais de autistas adultos procuram ajuda para evitar a internação de seus filhos em instituições psiquiátricas totalmente inadequadas. Muitos, apesar da dedicação ainda integral, acostumaram-se a falta de opções. Porém, quando seus filhos apresentam um (novo) comportamento agressivo ou de depressão, não lhes resta mais que sair em busca de soluções que viabilizem o bem-estar das pessoas que mais amam no mundo.

Por mais que a sociedade não goste de ver, os autistas adultos existem. As crianças tornam-se adolescentes, estes tornam-se adultos e, mais tarde, idosos autistas. Onde estão? O quê fazem? Quem os vê?

O autismo não termina com a infância. O autismo é uma natureza que acompanha o autista até o fim de seus dias. O que muda é seu grau de desenvolvimento nas áreas da comunicação, da socialização e do comportamento.

É correto afirmar que a maior parte dos autistas progride com a idade. Seja pela experiência ou pela estimulação contínua, eles podem superar de algumas a muitas limitações. Ao contrário dos neurotípicos (pessoas com o processo neurológico normal), os autistas vão melhorando sua capacidade cognitiva e comportamental com a idade. É necessário que o ambiente em que viva, reconheça tal progresso e siga incluindo a pessoa autista.

Sugestões de assistência na idade adulta

 Autismo leve:

– Mediação durante o curso superior

– Terapia (cognitiva, ocupacional, fonoaudiologia/impostação de voz)

– Acompanhamento na entrada no mercado de trabalho

– Cursos de comunicação e interação social.

 

Autismo moderado e severo:

– Terapia ocupacional

– Fonoaudiologia

– Terapia da Comunicação Facilitada (CF); métodos Teacch, Pecs; comunicação através de símbolos gráficos; desenhos; sinais

– Terapia individual no lar ou num centro específico para adultos autistas

– Acompanhamento em tarefas simples

– Moradia assistida – parcial ou integral.

Um exemplo da dificuldade do autista adulto é Bruno, ele tem asperger e tem 31 anos. Além de tocar piano e fazer teatro, ele trabalha como voluntário verificando datas de produtos doados e os armazenando no banco alimentar. Bruno fez informática e um curso de teletrabalho, mas apesar de ter extrema capacidade e uma memória invejável ele não consegue arrumar um emprego.

Preocupados com isso sua família, que reside em Portugal, mudou de cidade à procura de um ambiente que proporcionasse ao filho mais liberdade. Os pais de Bruno pensam no futuro dele, pois sabem que não viveram para sempre ao lado do filho. Uma de suas ideias seria abrir um café, pois sabem que Bruno daria conta.

Tendo em vista o que foi dito os autistas são crianças durante dezoito anos, mas serão adultos durante toda a vida. A sociedade, através de seus órgãos responsáveis, tem o dever de tirá-los da invisibilidade e oferecer uma qualidade de vida melhor já que cada vez mais o número de autistas estão aumentando. 

 

Fontes:

Texto baseado em outro feito pela Fatima de Kwant, Holanda 06/06/2016

https://bit.ly/2okAjwQ

https://bit.ly/2LBKnut

https://bit.ly/2BVCosv

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