Meninas autistas prejudicadas por diagnóstico incorreto

De acordo com pesquisas cientificas realizadas recentemente é possível que várias meninas e mulheres lidem com o autismo sem nunca terem recebido um diagnóstico.

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição que a pessoa terá que conviver durante toda sua vida e isso afeta a sua forma de se comunicar e interagir com o mundo.  O TEA faz com que os autistas sejam distintos uns dos outros, as funções cognitivas e intelectuais deles variam bastante afetando diretamente sua qualidade de vida ou não.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 1 entre 160 crianças em todo mundo tenham TEA, porém existe uma enorme diferença nos diagnósticos de gênero.

No dia mundial da conscientização do autismo (02/04), foram publicadas estatísticas que mostram que há maior concentração de casos de autismo entre homens do que em mulheres. Os resultados no Reino Unido apresentam uma proporção das 700 mil pessoas dentro do espectro autismo, entre elas são dez homens para uma mulher. Já outros estudos no mundo afirma que essa proporção é de dezesseis homens para uma mulher com TEA.

Mas a dúvida em questão é: E os parâmetros dos diagnósticos forem tendenciosos em relação ao gênero do paciente? 

Resultado de imagem para mulher com dúvida

Novas pesquisas no Reino Unido, voltadas para detectar características autistas em mulheres, sugerem que a proporção real entre homens e mulheres autistas pode ser mais próxima de três homens para uma mulher.

Os sinais de autismo em meninas e mulheres não são os mesmos que em meninos e homens e podem passar despercebidos, especialmente em casos de autismo de alto funcionamento, um termo informal usado para designar os casos em que a pessoa não tem grandes perdas em suas habilidades cognitivas em comparação com outros autistas.

Uma dificuldade enfrentada pelos pesquisadores é que meninas com autismo parecem se comportar de maneiras consideradas “adequadas” para elas, em comparação com meninos podem parecer ser passivas, retraídas e isso acaba passando despercebido.

Com o passar do tempo e com mais pesquisas sendo feitas a tendência é que os diagnósticos sejam mais precisos e a disparidade entre o numero de homens e mulheres autistas sejam menores.

Fonte:

https://glo.bo/2OHPtZ8

https://bbc.in/2WCSTiF

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