O que falar a seus filhos sobre as crianças especiais?

Andréa Werner, Jornalista e mãe de um garoto autistas, traduziu depoimentos para seu site Lagarta Vira Pupa. Esses depoimentos que falam sobre atitudes e conversas sobre a interação de crianças típicas com crianças atípicas tiveram um feedback tão legal que foi postado na revista autismo, e agora compartilhamos com vocês alguns deles.

Ensine seus fi­lhos a não sentir pena dos nossos

Ensine seus ­filhos a não sentir pena dos nossos “Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fi­ca incomodada. Minha fi­lha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem autopiedade. Ela é uma ótima garota que ama tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.” — Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral.

Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar

“Meu ­filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus fi­lhos que a razão pela qual crianças autistas ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas têm dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.” — Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista.

Use o que eles tem em comum

“Vai chegar uma hora em que o seu ­lhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com de­ciências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus ­lhos que as crianças com de­ciências são mais parecidas com eles do que são diferentes.” — Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down.

Para ter acesso a outros depoimentos traduzidos basta clicar aqui.

Fonte:

https://bit.ly/2wJJQ4t

https://bit.ly/2EUdKaV

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