Terapia Lúdica e Autismo

As crianças pequenas aprendem através de brincadeiras. Crianças que se desenvolvem a um ritmo normal usam brincadeiras para construir competências físicas e sociais. No entanto, crianças com autismo podem brincar de formas diferentes. 

A Terapia lúdica é uma ferramenta para ajudar crianças com autismo a tornarem-se mais elas próprias. Também pode, nas circunstâncias certas, ser uma ferramenta para ajudar pais a aprender a relacionaram-se mais com os seus filhos.

O que é Terapia Lúdica?

Terapia Lúdica foi criada originalmente como uma ferramenta para fornecer psicoterapia a jovens que sofrem de traumas, ansiedade e doenças a nível mental. Nesse contexto, brincar torna-se uma forma das crianças expressarem os seus sentimentos e a encontrarem mecanismos que os ajudem a lidar com tudo. Este tipo de Terapia Lúdica ainda é popular, no entanto, não é a mesma coisa como Terapia Lúdica usada para crianças com autismo.

Muitos especialistas que oferecem a chamada “terapia lúdica” a crianças com autismo oferecem algo similar ao Floortime Therapy(Já falamos sobre isso no blog, para conferir clique aqui). O Floortime é uma técnica baseada em brincar que constrói os interesses e motivações para desenvolver relacionamentos e habilidades sociais e de comunicação de crianças com autismo.

De que forma uma criança com autismo pode beneficiar de um Terapeuta Lúdico?

O Autismo é um desafio a nível social e comunicativo. Crianças com autismo consideram extremamente difícil relacionarem-se com outros de forma dita “normal”. Em vez de, por exemplo, fazerem de conta que uma boneca é um bebê de verdade, as crianças com autismo podem focar-se intensivamente em objetos, usá-los para auto estimulação e tornarem-se completamente absorvidos em si.

Brincar é uma boa ferramenta para ajudar crianças (e às vezes até adultos) a ultrapassarem a sua absorção neles próprios e criar interações reais e partilhadas. Se devidamente usada, brincadeiras podem permitir crianças ou jovens a explorarem os seus sentimentos, os seus arredores e as suas relações com pais, irmãos e colegas.

Muito frequentemente, a terapia lúdica também pode permitir aos pais a adotarem um papel ativo no desenvolvimento e crescimento dos seus filhos com autismo. Terapia Lúdica pode ser ensinada aos pais e, ao longo do tempo, os pais podem tornar-se o terapeuta dos filhos ao mesmo tempo que constroem uma relação mais forte e importante.

O que um Terapeuta Lúdico faz?

Um bom terapeuta lúdico vai para o chão com o seu filho e realmente busca ajudá-lo, brinca com ele. Por exemplo, o terapeuta pode colocar vários brinquedos no chão que uma criança acha interessantes e permiti-la decidir se algo a interessa. Se ela pegar um trenzinho de brinquedo e brincar com ele ,aparentemente sem grande objetivo, o terapeuta pode pegar outro trenzinho e colocá-lo em frente ao da criança, bloqueando o caminho do brinquedo. Se a criança responder, quer verbalmente ou não, uma relação acabou de começar.

Se a criança não responder, o terapeuta pode procurar por opções que causem muito interesse e energia na criança. Soprar bolhas é muitas vezes bem-sucedido assim como brinquedos que mexem, rangem, vibram e que fazem algo que chame atenção.

Ao longo do tempo, terapeutas vão trabalhar com a criança para criar aptidões mútuas (partilhar, revezar-se), aptidões imaginativas (fazer de conta que se alimenta um bichinho de pelúcia, simular aptidões de culinária) e até aptidões abstratas de pensamento.

À medida que a criança conseguir começar a relacionar-se melhor com outra, podem ser acrescentadas mais crianças ao grupo e são desenvolvidas competências sociais mais complexas.

Muitos pais descobrem que podem fazer terapia lúdica sozinhos, usando gravações e livros como guia. Outros dependem na experiência de terapeutas lúdicos treinados. Mesmo assim, alguns escolhem simplesmente trazer os seus filhos a um terapeuta lúdico ou trazer o terapeuta ao domicílio. Em todos os casos, terapeutas lúdicos podem fornecer ferramentas aos pais para se conectarem e se divertirem com os seus filhos com autismo.

 

Fonte:

https://bit.ly/2SPNJiL

https://bit.ly/2MoksY8

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