As maiores dúvidas dos pais com filhos com autismo

Grau, autonomia e aprendizado são uma das grandes dúvidas que as famílias com crianças diagnosticadas com autismo possuem. O blog Viver Bem teve uma ótima conversa com Luciene de Oliveira Vianna, diretora do CONVIVER centro de Autismo, onde foram abordadas essas grandes dúvidas e nós do Espaço Paula Calado – EPC trazemos aqui.

1 – Qual o nível de autismo do meu filho? Qual o grau de gravidade?

Essa é uma das primeiras questões dos pais, e a orientação é que esse nível seja avaliado com cautela. Isso por que, conforme os tratamentos, terapias, intervenções e medicamentos que a criança tiver, pode ter variação.

Em crianças menores de três anos e meio, com diagnóstico precoce, esse nível pode alterar do leve ao grave.

2 – E o futuro? A criança vai aprender? Vai conseguir levar uma vida normal?

Tudo depende da condição que os pais podem dar para a criança, dos estímulos e do acompanhamento.

“Trabalhamos com a conscientização do tema, das habilidades e dificuldades do filho. Nossa ideia é deixar claro para os pais que o futuro tem a ver com aquilo que for oferecido à criança – ter uma boa consciência e aceitar o que está acontecendo, encarando a situação de frente, é fundamental”, explica Luciene.

3 – Quais as causas do autismo?

Normalmente existe uma pré-disposição genética aliada a fatores ambientais, com a condução do caso pelos pais – aqueles que estimulam mais os seus filhos podem amenizar o quadro.

Mas é preciso reforçar: O AUTISMO NÃO É CAUSADO PELAS VACINAS.

4 – Quais os tratamentos e a melhor linha/método para o meu filho?

Essa é uma grande angústia dos pais. “Hoje temos muitas opções e o melhor tratamento varia de acordo com as habilidades e o perfil de cada criança, sua idade e outros fatores. Não existe uma receita pronta e cada caso deve ser tratado como único”, explica Luciene.

Existem terapias específicas para os tratamentos e que podem trazer resultados mais expressivos, mas sua utilização depende dos recursos, envolvimento e possibilidades de cada família.

5 – Como lidar com os problemas de comportamento do dia a dia?

Com as crianças mais novas existem muitas dificuldades com a birra, dificuldade de ensinar e se comunicar.

“Trabalhamos com orientações e estratégias para os pais educarem, conduzirem e ensinarem as crianças com autismo, pois existem técnicas específicas”, comenta Luciene.

6 – Meu filho poderá ter autonomia quando for adulto?

Essa é uma questão que depende novamente do quanto a criança é estimulada, do nível de autismo apresentado e dos recursos oferecidos.

Lembrando que é sempre bom buscar a autonomia de maneira gradativa. Não adianta buscar uma evolução rápida. O ideal é passar pelas etapas para assim conseguir alcançar o grande objetivo: a Autonomia.

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Fonte:

https://bit.ly/32nNJuf

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